Os rins desempenham várias funções vitais, sendo o principal órgão com função excretora. Mesmo sendo de extrema importância são muitas vezes esquecidos e, sendo surpreendentemente resistentes, muitas vezes o diagnóstico de problemas renais ocorre em estadios avançados da doença.
Hoje, no dia Mundial do Rim, respondemos a algumas questões relacionadas com o rim e o impacto da diabetes neste órgão.
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Qual o impacto da diabetes nos rins?
A presença de níveis elevados de açúcar no sangue danifica os vasos sanguíneos e representa uma sobrecarga de trabalho para os rins, que precisam eliminar a glucose em excesso. Com o passar do tempo o processo de filtração torna-se deficiente e substâncias que deveriam ser mantidas, como proteínas, começam a ser eliminadas na urina enquanto toxinas que deveriam ser eliminadas são mantidas no organismo. Esta é uma das complicações que podem surgir associadas à diabetes e tem o nome de nefropatia diabética. -
Quais os sintomas de doença renal em pessoas com diabetes?
As doenças renais são muitas vezes doenças silenciosas e a nefropatia diabética não é exceção. Muitas vezes os primeiros sintomas são sentidos apenas quando a perda de função renal é já significativa. Além disso, não sendo muito específicos, estes sintomas podem ser confundidos com outros problemas de saúde. Quando surgem, os sintomas de nefropatia diabética incluem: maior frequência urinária, especialmente durante a noite; edemas (inchaço) em redor dos olhos, mãos e nos pés, sobretudo de manhã ao acordar. Em fase mais avançada, os sintomas podem incluir: fadiga; comichão na pele; dor de cabeça; náusea; vómito e perda de apetite.
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Como prevenir a nefropatia diabética?
Para a prevenção é essencial o controlo rigoroso dos níveis de glicémia e da tensão arterial. Além disso, é vital que realize com frequência exames de diagnóstico que permitam detetar atempadamente qualquer problema renal, nomeadamente análises à urina e ao sangue.
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Existe tratamento para a nefropatia diabética?
Quando detetada atempadamente é possível travar ou atrasar a progressão da doença. Para isso deve seguir rigorosamente as indicações do seu médico. Controlos rigorosos dos níveis de glicémia e manutenção da pressão arterial nos valores normais serão fundamentais, podendo ser também necessário seguir uma dieta com baixo conteúdo proteico e a toma de medicação adequada. A progressão da doença para doença renal crónica e insuficiência renal, poderá conduzir à substituição artificial da função renal, ou seja, recorrer a diálise ou transplante renal. -
Todas as pessoas com diabetes desenvolvem insuficiência renal?
Não, nem todas as pessoas com diabetes desenvolvem insuficiência renal. Contudo, a diabetes é o principal fator de risco para o desenvolvimento da insuficiência renal. As pessoas com diabetes têm quinze vezes maior probabilidade de desenvolver insuficiência renal do que aqueles que não apresentam este fator de risco.
A grande maioria dos doentes com insuficiência renal sofrem de diabetes e hipertensão. O elevado número de pessoas com diabetes que sofrem de doença renal é sobretudo resultado da falta de conhecimento sobre este assunto e da progressão silenciosa da doença.